sábado, 6 de setembro de 2014

Um Sábado a Noite

A solidão machuca, tanto quanto a saudades ela destrói, sensibiliza.
Uma vez li em uma revista que a solidão vai contra a evolução, crescimento mental, pois, é no encontro com pessoas diferentes que você  acha as respostas para as suas duvidas.
Creio que ninguém escolhe ser sozinho embora quase ninguém também queira demonstra que é sozinho.
Mesmo com diversos meios de comunicação o contato virtual não se compara ao toque, cheiro, sorrisos e abraços.
As vezes me sinto sozinha particularmente aos sábados e domingos a noite. Depois que me mudei pra Paraíba eu pedir os meus fins de semana divertidos, os meus encontros com familiares e amigos.
Antes eu pensava - Ebaaa Fds chegoou :D. Agora é só mais um fim de semana de trabalho, estudo e sonolência. Me lembro de quando os sábados e domingos viravam festas, saiamos do trabalho as 13hrs e já começávamos os preparativos. Meus amigos sempre animados começavam a ligar de meio dia querendo saber e combinar como seria e onde seria as " resenhas " e " cachaçadas ". Só precisávamos de uma bebida barata, refrigerante ou qui suque, um chão e estaríamos em roda sentados satisfeitos rindo e festejando por estarmos reunidos.
Parece tão simples, mais tínhamos que nos juntas entre cinco ou seis pessoas as vezes para comprar um "kit bêbado" de 12$.
Hoje me pego pensando em como o mundo gira e as coisas mudam, agora eu sempre teria o dinheiro para o kit, embora não tenha com quem desfrutá-lo e mesmo que tentasse, não seria a mesma coisa, não haveria a mesma felicidade.
Noite passada eu os encontrava em uma festa, era uma casa enorme e havia muitas pessoas desconhecida, e logo ao entrar de longe eu vi Deris e Dindi em pé me olhando e sorrindo, eu corri ao encontro e abracei-os fortemente chorando - Eu senti tanta falta, vocês não imaginam.
Quando os abraçava eu pude ver Sarah meio perdida na sala, tentava passar pelas pessoas e me encontrar e me dirigi também ao seu encontro com uma certa dificuldade. Estávamos a 1 metro de nos encontrarmos e ouvimos um barulho enorme, todos corrião, parecia perigoso mais eu não compreendia. Vi Dindi e Déris saírem correndo pela porta, e quando me virei Sarah não estava mais lá, nem Sarah e nem ninguém. Eu quis sair pra tentar encontra-los mais ao meu redor eu vi quatro soldadinhos armados que me cercarão, eu não tinha pra onde ir, eu não tinha como fugir.
Acordei um pouco conturbada e assustada, e logo percebi que estava em meu apartamento.
Me pus a chorar e levantei. Fui a varanda e consegui ouvir o som da solidão noturna. Mesmo morando sozinha a três anos, quando morava em Paulo Afonso-BA quase nunca ficava ou dormia sozinha, eles sempre estavam ali pra me fazer companhia, pra me dá carinho e cuidar de mim.
 Parece exagero, carência, mas é saudade, e é da minha saudade que vem a minha solidão.



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