segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Do que você está rindo?

Eles dançavam, rodopiavam, se abraçavam e se beijam.
Eu estava com inveja de como se libertavam, eu me recordava de que um dia eu teria sido assim.
Em qual parte da minha vida eu me perdi de mim?
Em meio a diversidade de situações diárias eu me desconhecia de mim.
Quem era eu? Quem sou eu?
Vendo constantemente a minha vida se dividir entre passado e futuro, eu permanecia empurrando o presente pensando " Daqui a cinco anos eu acabo a faculdade" " Eu vou encontrar alguém um dia e ser feliz" ... Estava perdida no presente. Mais "um dia" tudo isso iria mudar, e até lá ...
 Os meus questionamentos os seguiam no ritmo da música em quanto eles sorriam sem se importar com o amanhã, pra eles nada mas importava. A minha mesa estava tão cheia de conversas que eu não entendia, que decidi fugir e de repente eu não estava mais ali, meu pensamento viajavam no passado admirando a forma como aqueles desconhecidos dançavam. E quantas e quantas vezes nos últimos dias eu não havia me deparado em mesas com pessoas diferentes, sorrindo atenciosamente e pensando " O que eu estou fazendo aqui ? " .
 Não estava tendo as melhores companhias ultimamente. Tinha a garota que não me deixava, os casais que me deixavam sem graça e os inteligentes que me faziam ter medo de dizer qualquer coisa fora dos seus contextos. Mas, ficar em casa me deixava triste. E eu não queria ficar triste.
 _ Do que você está rindo?
Todos me olhavam na mesa !
Eu realmente havia feito uma longa viajem.
Eu ria de mim e somente. Me questionar não me trazia resposta alguma, mas me trazia lembranças tão prazerosas de gaitadas eternas, choros de felicidade, de danças inacabáveis. E isso me dava prazer! Saber que vivi e ainda estou vivendo. Saber que como tudo aquilo passou, isso vai passar, que eu ainda terei mais lembranças e mais tantas pessoas a conhecer pela frente.
Eu tenho que viver todas as fazes que a vida me permitir passar, E como não posso pular essa ... continuarei vivendo da melhor forma possível.

" Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,
acorda e põe sua roupa de viver "
Autor Desconhecido




sábado, 27 de setembro de 2014

Toda Forma de Amor

O problema é que eu amo demais e me entrego demais
Eu intensifico, vivo ... Porque a minha sede de amor parece insaciável.
Acredito que o amor possa mudar o mundo, e que todas as pessoas mudam e fazem tudo por amor. Não daria nos dedos as vezes que que me decepcionei por pensar assim, mas continuo a pensar. Vem de mim, está aqui dentro em algum lugar.
Diversas vezes eu já falei ou pensei “Eu estou apaixonada, Essa é a pessoa certa”
Quebrar a cara seria o meu sobrenome mas o meu amor vai além e sempre acredito que haverá uma mudança futura. Utopia? Pode ser que sim.

Entre paixonites e paixonites eu o encontrei.

O amor bateu em minha porta e se eu soubesse que seria tão doloroso jamais a teria aberto.
Não foi um amor qualquer, foi o primeiro amor. Aquele que muda seu mundo, sua maneira de ver a vida. O amor saudável que os olhos não escondem o qual a pessoa amada fica em primeiro e único lugar, seu chão, seu mundo e tudo o que você quer é vê-la feliz, com ou sem você. De preferência com você, claro.

Mesmo não tendo dado certo eu segurei esse amor dentro de mim por longos anos. A notícia da gravides da mulher que eu considerava o “Amor da minha vida” abalou toda a minha estrutura. Eu, uma adolescente de dezessete anos que queria ansiosamente vomitar todas aquelas borboletas que voavam no meu estômago quando a encontrava.

Ela estava decidida a ir pro lado oposto ao meu e sendo assim nos afastamos. E durante dois anos eu acreditei que um dia quando me estruturasse ela seria novamente minha. Dizem que o amor quando não vivido só dura até dois anos, creio que seja real. Enquanto houver esperança, existe amor. Mas o tempo passa, a distância aumenta, a vida bate, você vai apanhando, aprendendo e esquecendo. Mesmo que demore, eu tenho a prova de que tudo na vida passa. Nunca amei mais ninguém dessa forma, da maneira afetiva e abestalhada. Mas ainda me entrego facilmente a amigos que me cativam, a parentes e colegas. Pois o amor ao próximo é sensacional e essencial. Existes várias formas de amar e toda forma de amor é valida.


É preciso amar pra sorrir e como tudo na vida,
as vezes vai doer, eu vou sofrer e vou xingar.
Mas, mesmo assim, continuarei amando.






sábado, 6 de setembro de 2014

Um Sábado a Noite

A solidão machuca, tanto quanto a saudades ela destrói, sensibiliza.
Uma vez li em uma revista que a solidão vai contra a evolução, crescimento mental, pois, é no encontro com pessoas diferentes que você  acha as respostas para as suas duvidas.
Creio que ninguém escolhe ser sozinho embora quase ninguém também queira demonstra que é sozinho.
Mesmo com diversos meios de comunicação o contato virtual não se compara ao toque, cheiro, sorrisos e abraços.
As vezes me sinto sozinha particularmente aos sábados e domingos a noite. Depois que me mudei pra Paraíba eu pedir os meus fins de semana divertidos, os meus encontros com familiares e amigos.
Antes eu pensava - Ebaaa Fds chegoou :D. Agora é só mais um fim de semana de trabalho, estudo e sonolência. Me lembro de quando os sábados e domingos viravam festas, saiamos do trabalho as 13hrs e já começávamos os preparativos. Meus amigos sempre animados começavam a ligar de meio dia querendo saber e combinar como seria e onde seria as " resenhas " e " cachaçadas ". Só precisávamos de uma bebida barata, refrigerante ou qui suque, um chão e estaríamos em roda sentados satisfeitos rindo e festejando por estarmos reunidos.
Parece tão simples, mais tínhamos que nos juntas entre cinco ou seis pessoas as vezes para comprar um "kit bêbado" de 12$.
Hoje me pego pensando em como o mundo gira e as coisas mudam, agora eu sempre teria o dinheiro para o kit, embora não tenha com quem desfrutá-lo e mesmo que tentasse, não seria a mesma coisa, não haveria a mesma felicidade.
Noite passada eu os encontrava em uma festa, era uma casa enorme e havia muitas pessoas desconhecida, e logo ao entrar de longe eu vi Deris e Dindi em pé me olhando e sorrindo, eu corri ao encontro e abracei-os fortemente chorando - Eu senti tanta falta, vocês não imaginam.
Quando os abraçava eu pude ver Sarah meio perdida na sala, tentava passar pelas pessoas e me encontrar e me dirigi também ao seu encontro com uma certa dificuldade. Estávamos a 1 metro de nos encontrarmos e ouvimos um barulho enorme, todos corrião, parecia perigoso mais eu não compreendia. Vi Dindi e Déris saírem correndo pela porta, e quando me virei Sarah não estava mais lá, nem Sarah e nem ninguém. Eu quis sair pra tentar encontra-los mais ao meu redor eu vi quatro soldadinhos armados que me cercarão, eu não tinha pra onde ir, eu não tinha como fugir.
Acordei um pouco conturbada e assustada, e logo percebi que estava em meu apartamento.
Me pus a chorar e levantei. Fui a varanda e consegui ouvir o som da solidão noturna. Mesmo morando sozinha a três anos, quando morava em Paulo Afonso-BA quase nunca ficava ou dormia sozinha, eles sempre estavam ali pra me fazer companhia, pra me dá carinho e cuidar de mim.
 Parece exagero, carência, mas é saudade, e é da minha saudade que vem a minha solidão.



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ei, eu sou GAY



Um bar qualquer, uma bebida qualquer, um cigarro qualquer,
E lá estava eu curtindo a minha solidão em um feriado qualquer.
Ao meu redor, algumas mesas cheia, mas uma, somente uma em especial chamava a minha atenção.
Um casal de garotas que trocavam olhares e caricias, sem se importar com nada.
Enquanto as olhava e admirava, me veio aos fardos lembranças de diversas e diversas vezes que havia feito isso, com várias garotas diferentes. Não por ser uma garota piranha ou uma “sapariga” mas, confesso que teve a minha fase de galinhar e destruir corações, e também de ter o meu destruído.
Até amadurecer e entender que tudo o que realmente importa é ter alguém só pra você, alguém que você possa contar todas as horas e o mais importante “Quando se quer tudo, acaba ficando sem nada” essa é uma frase certa que explica bem a minha solidão. Mas, em outras ou a cada postagem, você vai poder entender esse fato um pouco melhor.
Em especial naquele momento me lembrei de “Dândi”.
Os nossos momentos haviam sido quase todos formados em mesas de bares com beijos quentes, passadas de mãos entre as pernas por baixo da mesa, caricias e olhares que demonstravam de longe o quanto o nosso relacionamento era carnal. Ela era excepcional e atraía todas as atenções por onde passava. A Dândi era o que se chama de novinha, gostosa e perigosa. Sim, perigosa, ela conseguira está comigo e com mais duas meninas ao mesmo tempo, sem que nenhuma das três desconfiasse. Como? Eis o mistério. Eu gostava intensamente dela, e ela conseguia me fazer perder o medo de todo e qualquer preconceito. Com ela eu andei de mãos dadas, beijei em público, eu ME LIBERTEI, ME ASSUMI, gritei pro mundo -EI, EU SOU GAY. 
Tudo era tão mágico e fantástico, os sexos dentro dos banheiros, as pegadas nas festas, eu me desdobrava em 5, pra cuidar de toda energia que ela tinha e que a gente gastava junto. Ela me excitava até quando só sorria. Como excitava! (Risos)
Mas, como todos os contos de fadas um dia acaba e mesmo com todas essas emoções, o nosso relacionamento durou pouquíssimo tempo. 
Resumindo o fim da tragédia (Sou dramática) ela me trocou por outra e eu só soube quando encontrei elas duas em festa como casal. Partiu o meu coração, como se faz com um coco vazio quando se atinge com um facão fortemente. E não acabou por ai, eu realmente achava que a amava, quando na verdade eu amava os prazeres que ela me proporcionava. E quando se ama o que se faz? Lutamos por esse amor. E assim eu fiz. Até ouvir ela dizer que SEMPRE, SEMPRE amou a outra e que só o que houve entre nós não passou de uma vingança.
E ali estava eu, dois anos depois sentada sozinha relembrando e recordando como eu e Dândi fazíamos ...

A essa altura já está de maior, será que esta melhor? será que aprendeu truques diferentes?

Larguei o olhar do casal, me retirei, e vim tomar um longo banho frio. A bebida estava esquentando.