Um bar qualquer, uma bebida qualquer, um cigarro qualquer,
E lá estava eu curtindo a minha solidão em um feriado
qualquer.
Ao meu redor, algumas mesas cheia, mas uma, somente uma em
especial chamava a minha atenção.
Um casal de garotas que trocavam olhares e caricias, sem se
importar com nada.
Enquanto as olhava e admirava, me veio aos fardos lembranças
de diversas e diversas vezes que havia feito isso, com várias garotas
diferentes. Não por ser uma garota piranha ou uma “sapariga” mas, confesso que
teve a minha fase de galinhar e destruir corações, e também de ter o meu
destruído.
Até amadurecer e entender que tudo o que realmente importa é
ter alguém só pra você, alguém que você possa contar todas as horas e o mais
importante “Quando se quer tudo, acaba ficando sem nada” essa é uma frase certa
que explica bem a minha solidão. Mas, em outras ou a cada postagem, você vai
poder entender esse fato um pouco melhor.
Em especial naquele momento me lembrei de “Dândi”.
Os nossos momentos haviam sido quase todos formados em mesas
de bares com beijos quentes, passadas de mãos entre as pernas por baixo da
mesa, caricias e olhares que demonstravam de longe o quanto o nosso
relacionamento era carnal. Ela era excepcional e atraía todas as atenções por
onde passava. A Dândi era o que se chama de novinha, gostosa e perigosa. Sim,
perigosa, ela conseguira está comigo e com mais duas meninas ao mesmo tempo, sem
que nenhuma das três desconfiasse. Como? Eis o mistério. Eu gostava
intensamente dela, e ela conseguia me fazer perder o medo de todo e qualquer
preconceito. Com ela eu andei de mãos dadas, beijei em público, eu ME LIBERTEI,
ME ASSUMI, gritei pro mundo -EI, EU SOU GAY.
Tudo era tão mágico e
fantástico, os sexos dentro dos banheiros, as pegadas nas festas, eu me
desdobrava em 5, pra cuidar de toda energia que ela tinha e que a gente gastava
junto. Ela me excitava até quando só sorria. Como excitava! (Risos)
Mas, como todos os contos de fadas um dia acaba e mesmo com
todas essas emoções, o nosso relacionamento durou pouquíssimo tempo.
Resumindo o fim da tragédia (Sou dramática) ela me trocou por outra e eu só
soube quando encontrei elas duas em festa como casal. Partiu o meu coração,
como se faz com um coco vazio quando se atinge com um facão fortemente. E não
acabou por ai, eu realmente achava que a amava, quando na verdade eu amava os
prazeres que ela me proporcionava. E quando se ama o que se faz? Lutamos por
esse amor. E assim eu fiz. Até ouvir ela dizer que SEMPRE, SEMPRE amou a outra
e que só o que houve entre nós não passou de uma vingança.
E ali estava eu, dois anos depois sentada sozinha relembrando
e recordando como eu e Dândi fazíamos ...
A essa altura já está de maior, será que esta melhor? será que aprendeu truques diferentes?
Larguei o olhar do casal, me retirei, e vim tomar um longo banho frio. A bebida estava esquentando.
