terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ei, eu sou GAY



Um bar qualquer, uma bebida qualquer, um cigarro qualquer,
E lá estava eu curtindo a minha solidão em um feriado qualquer.
Ao meu redor, algumas mesas cheia, mas uma, somente uma em especial chamava a minha atenção.
Um casal de garotas que trocavam olhares e caricias, sem se importar com nada.
Enquanto as olhava e admirava, me veio aos fardos lembranças de diversas e diversas vezes que havia feito isso, com várias garotas diferentes. Não por ser uma garota piranha ou uma “sapariga” mas, confesso que teve a minha fase de galinhar e destruir corações, e também de ter o meu destruído.
Até amadurecer e entender que tudo o que realmente importa é ter alguém só pra você, alguém que você possa contar todas as horas e o mais importante “Quando se quer tudo, acaba ficando sem nada” essa é uma frase certa que explica bem a minha solidão. Mas, em outras ou a cada postagem, você vai poder entender esse fato um pouco melhor.
Em especial naquele momento me lembrei de “Dândi”.
Os nossos momentos haviam sido quase todos formados em mesas de bares com beijos quentes, passadas de mãos entre as pernas por baixo da mesa, caricias e olhares que demonstravam de longe o quanto o nosso relacionamento era carnal. Ela era excepcional e atraía todas as atenções por onde passava. A Dândi era o que se chama de novinha, gostosa e perigosa. Sim, perigosa, ela conseguira está comigo e com mais duas meninas ao mesmo tempo, sem que nenhuma das três desconfiasse. Como? Eis o mistério. Eu gostava intensamente dela, e ela conseguia me fazer perder o medo de todo e qualquer preconceito. Com ela eu andei de mãos dadas, beijei em público, eu ME LIBERTEI, ME ASSUMI, gritei pro mundo -EI, EU SOU GAY. 
Tudo era tão mágico e fantástico, os sexos dentro dos banheiros, as pegadas nas festas, eu me desdobrava em 5, pra cuidar de toda energia que ela tinha e que a gente gastava junto. Ela me excitava até quando só sorria. Como excitava! (Risos)
Mas, como todos os contos de fadas um dia acaba e mesmo com todas essas emoções, o nosso relacionamento durou pouquíssimo tempo. 
Resumindo o fim da tragédia (Sou dramática) ela me trocou por outra e eu só soube quando encontrei elas duas em festa como casal. Partiu o meu coração, como se faz com um coco vazio quando se atinge com um facão fortemente. E não acabou por ai, eu realmente achava que a amava, quando na verdade eu amava os prazeres que ela me proporcionava. E quando se ama o que se faz? Lutamos por esse amor. E assim eu fiz. Até ouvir ela dizer que SEMPRE, SEMPRE amou a outra e que só o que houve entre nós não passou de uma vingança.
E ali estava eu, dois anos depois sentada sozinha relembrando e recordando como eu e Dândi fazíamos ...

A essa altura já está de maior, será que esta melhor? será que aprendeu truques diferentes?

Larguei o olhar do casal, me retirei, e vim tomar um longo banho frio. A bebida estava esquentando.