sábado, 27 de setembro de 2014

Toda Forma de Amor

O problema é que eu amo demais e me entrego demais
Eu intensifico, vivo ... Porque a minha sede de amor parece insaciável.
Acredito que o amor possa mudar o mundo, e que todas as pessoas mudam e fazem tudo por amor. Não daria nos dedos as vezes que que me decepcionei por pensar assim, mas continuo a pensar. Vem de mim, está aqui dentro em algum lugar.
Diversas vezes eu já falei ou pensei “Eu estou apaixonada, Essa é a pessoa certa”
Quebrar a cara seria o meu sobrenome mas o meu amor vai além e sempre acredito que haverá uma mudança futura. Utopia? Pode ser que sim.

Entre paixonites e paixonites eu o encontrei.

O amor bateu em minha porta e se eu soubesse que seria tão doloroso jamais a teria aberto.
Não foi um amor qualquer, foi o primeiro amor. Aquele que muda seu mundo, sua maneira de ver a vida. O amor saudável que os olhos não escondem o qual a pessoa amada fica em primeiro e único lugar, seu chão, seu mundo e tudo o que você quer é vê-la feliz, com ou sem você. De preferência com você, claro.

Mesmo não tendo dado certo eu segurei esse amor dentro de mim por longos anos. A notícia da gravides da mulher que eu considerava o “Amor da minha vida” abalou toda a minha estrutura. Eu, uma adolescente de dezessete anos que queria ansiosamente vomitar todas aquelas borboletas que voavam no meu estômago quando a encontrava.

Ela estava decidida a ir pro lado oposto ao meu e sendo assim nos afastamos. E durante dois anos eu acreditei que um dia quando me estruturasse ela seria novamente minha. Dizem que o amor quando não vivido só dura até dois anos, creio que seja real. Enquanto houver esperança, existe amor. Mas o tempo passa, a distância aumenta, a vida bate, você vai apanhando, aprendendo e esquecendo. Mesmo que demore, eu tenho a prova de que tudo na vida passa. Nunca amei mais ninguém dessa forma, da maneira afetiva e abestalhada. Mas ainda me entrego facilmente a amigos que me cativam, a parentes e colegas. Pois o amor ao próximo é sensacional e essencial. Existes várias formas de amar e toda forma de amor é valida.


É preciso amar pra sorrir e como tudo na vida,
as vezes vai doer, eu vou sofrer e vou xingar.
Mas, mesmo assim, continuarei amando.






sábado, 6 de setembro de 2014

Um Sábado a Noite

A solidão machuca, tanto quanto a saudades ela destrói, sensibiliza.
Uma vez li em uma revista que a solidão vai contra a evolução, crescimento mental, pois, é no encontro com pessoas diferentes que você  acha as respostas para as suas duvidas.
Creio que ninguém escolhe ser sozinho embora quase ninguém também queira demonstra que é sozinho.
Mesmo com diversos meios de comunicação o contato virtual não se compara ao toque, cheiro, sorrisos e abraços.
As vezes me sinto sozinha particularmente aos sábados e domingos a noite. Depois que me mudei pra Paraíba eu pedir os meus fins de semana divertidos, os meus encontros com familiares e amigos.
Antes eu pensava - Ebaaa Fds chegoou :D. Agora é só mais um fim de semana de trabalho, estudo e sonolência. Me lembro de quando os sábados e domingos viravam festas, saiamos do trabalho as 13hrs e já começávamos os preparativos. Meus amigos sempre animados começavam a ligar de meio dia querendo saber e combinar como seria e onde seria as " resenhas " e " cachaçadas ". Só precisávamos de uma bebida barata, refrigerante ou qui suque, um chão e estaríamos em roda sentados satisfeitos rindo e festejando por estarmos reunidos.
Parece tão simples, mais tínhamos que nos juntas entre cinco ou seis pessoas as vezes para comprar um "kit bêbado" de 12$.
Hoje me pego pensando em como o mundo gira e as coisas mudam, agora eu sempre teria o dinheiro para o kit, embora não tenha com quem desfrutá-lo e mesmo que tentasse, não seria a mesma coisa, não haveria a mesma felicidade.
Noite passada eu os encontrava em uma festa, era uma casa enorme e havia muitas pessoas desconhecida, e logo ao entrar de longe eu vi Deris e Dindi em pé me olhando e sorrindo, eu corri ao encontro e abracei-os fortemente chorando - Eu senti tanta falta, vocês não imaginam.
Quando os abraçava eu pude ver Sarah meio perdida na sala, tentava passar pelas pessoas e me encontrar e me dirigi também ao seu encontro com uma certa dificuldade. Estávamos a 1 metro de nos encontrarmos e ouvimos um barulho enorme, todos corrião, parecia perigoso mais eu não compreendia. Vi Dindi e Déris saírem correndo pela porta, e quando me virei Sarah não estava mais lá, nem Sarah e nem ninguém. Eu quis sair pra tentar encontra-los mais ao meu redor eu vi quatro soldadinhos armados que me cercarão, eu não tinha pra onde ir, eu não tinha como fugir.
Acordei um pouco conturbada e assustada, e logo percebi que estava em meu apartamento.
Me pus a chorar e levantei. Fui a varanda e consegui ouvir o som da solidão noturna. Mesmo morando sozinha a três anos, quando morava em Paulo Afonso-BA quase nunca ficava ou dormia sozinha, eles sempre estavam ali pra me fazer companhia, pra me dá carinho e cuidar de mim.
 Parece exagero, carência, mas é saudade, e é da minha saudade que vem a minha solidão.